ULS Médio Tejo lidera revolução na cirurgia ambulatória com novo centro de responsabilidade integrada

Região Saúde

 A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) deu mais um passo na diminuição das listas de espera cirúrgicas, com a criação do primeiro Centro de Responsabilidade de Cirurgia de Ambulatório (CRI-Cir.Amb) do país. Este CRI tem como objetivo principal aumentar o acesso dos seus utentes a cuidados de saúde de excelência e diminuir as listas de espera cirúrgicas de forma significativa num curto e médio-prazo.

 O novo CRI-Cir.Amb é um CRI multidisciplinar que envolve diversas especialidades cirúrgicas, com uma equipa dedicada de mais de 50 profissionais. O projeto que foi formalmente lançado tem como objetivo eliminar os tempos a lista de espera de cirurgia de ambulatório superior a 12 meses, através da contratualização de objetivos e da adoção de uma cadeia de procedimentos uniformizada e simplificada que coloca o acesso dos utentes a cuidados de saúde personalizados e de alta qualidade no centro de todo o processo.

 Este é um projeto multidisciplinar agregador cuja face mais visível envolve a reativação estratégica do Bloco Operatório do Hospital de Torres Novas. Ali, após obras de requalificação do Bloco Operatório Central, passará a realizar-se grande parte da atividade cirúrgica de Ambulatório da região do Médio Tejo. Numa primeira fase, enquanto decorre esta reestruturação do espaço cirúrgico atualmente desativado, este centro funcional dedicado à cirurgia de ambulatório vai estar provisoriamente implementado no Hospital de Tomar – levando igualmente à reestruturação da Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA) da Unidade Hospitalar de Tomar da ULS Médio Tejo.

 O CRI-Cir.Amb tem como pilares a integração, uniformização e otimização de todas as etapas assistenciais do procedimento de cirurgia de ambulatório – desde a admissão dos doentes, passando pela cirurgia até ao seu acompanhamento pós-operatório, envolvendo igualmente os cuidados de saúde primários.

 Um dos maiores ganhos de eficiência será alcançado através da aquisição de uma plataforma de orquestração de cuidados em todo o circuito perioperatório, desenvolvido pela UpHill, que irá aumentar a produtividade, reduzir custos e otimizar o uso de recursos humanos. Estima-se, com esta implementação, poupanças de até cinco mil horas de trabalho dos profissionais clínicos, além de uma redução de seis por cento na taxa de re-hospitalização dos doentes, promovendo assim a otimização do bloco operatório e melhorando o seguimento pós-alta.

 No contexto específico das cirurgias de ambulatório, o sistema assegura o acompanhamento dos doentes em três momentos críticos: 48 horas antes da intervenção, 24 horas após, e novamente aos 30 dias, para garantir a retoma plena das atividades dos doentes. Este acompanhamento automatizado, liderado por um enfermeiro, permite um seguimento preciso e eficaz dos doentes.

 Com a otimização dos circuitos e o foco no doente e nas suas necessidades, os objetivos do CRI-Cir.Amb passam por melhorar níveis globais de satisfação dos utentes com os cuidados prestados ao longo de toda a jornada hospitalar e, também, dos profissionais envolvidos nos atos cirúrgicos.  Com a criação do CRI-Cir.Amb, a ULS Médio Tejo reafirma o seu compromisso com a inovação e a excelência em saúde. Foram 12 meses intensos, de projetos diferenciadores, criados pelos nossos profissionais a pensar na melhoria do acesso e da saúde dos utentes que servimos, lembra Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo. “Este é apenas o primeiro passo de uma jornada contínua que nos levará a oferecer os melhores cuidados, com mais rapidez e eficiência. Estamos orgulhosos de ser pioneiros neste modelo de gestão e de contribuir para a melhoria do sistema de saúde português”, conclui o administrador hospitalar.

 

pub