Dos anúncios de venda de casas em Santarém, 11% registaram uma redução de preço no primeiro trimestre de 2026, colocando a capital do distrito entre as cidades onde mais proprietários ajustaram as suas expectativas.
A percentagem de anúncios de imóveis para venda que registaram uma descida de preço aumentou em Portugal no início de 2026. De acordo com uma análise do idealista, baseada nos imóveis publicados na sua base de dados, 8% dos anúncios reduziram o preço durante o primeiro trimestre deste ano, contra 6% no mesmo período de 2025.
Santarém destaca-se entre as capitais de distrito e regiões autónomas com maior proporção de anúncios com reduções de preço. Com 11%, o distrito surge logo atrás de Évora e Ponta Delgada, que lideram o ranking com 12%.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, Santarém registou também um aumento significativo. A percentagem de anúncios com descidas de preço passou de 8% para 11%, uma subida de três pontos percentuais.
A nível nacional, Évora e Ponta Delgada lideram entre as capitais de distrito e regiões autónomas com maior percentagem de anúncios que reduziram o preço, ambas com 12%. Seguem-se Santarém e Faro, com 11%, e Beja e Lisboa, com 10%.
Na análise por distritos e ilhas, Santarém surge igualmente entre os territórios com maior incidência de reduções de preço, com 9% dos anúncios a apresentarem descidas. Évora e a ilha de São Miguel lideram esta análise, com 11%, seguidas de Beja, com 10%.
No extremo oposto, Aveiro e Bragança apresentam a menor proporção de anúncios com reduções de preço, ambos com 5%.
Para Ruben Marques, porta-voz do idealista, o aumento da percentagem de anúncios com reduções de preço pode indicar que o mercado está a atravessar uma fase de maior ajustamento entre as expectativas dos vendedores e a capacidade de compra das famílias.
Apesar de os preços da habitação continuarem próximos de máximos históricos, o aumento do número de proprietários dispostos a rever os valores pedidos poderá traduzir uma tentativa de acelerar a concretização dos negócios.
Os dados sugerem, assim, uma maior disponibilidade por parte de alguns vendedores para ajustar os preços, num mercado imobiliário onde as expectativas dos proprietários começam a confrontar-se de forma mais evidente com a capacidade financeira dos compradores.

