A Ministra do Ambiente Maria da Graça Carvalho esteve de visita aos concelhos de Santarém, Cartaxo e Azambuja nesta terça-feira, 10 de fevereiro, o presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, recebeu a ministra, no salão nobre da autarquia onde realizaram uma reunião de trabalho onde foi possível mostrar à ministra do ambiente as consequências das várias tempestades que nos últimos tempos têm assolado a região e o pais.
Na receção na Câmara de Santarém o presidente João Teixeira leite informou os presentes de que a recuperação dos estragos provocados pelas intempéries das últimas semanas vai necessitar de um enorme esforço financeiro por parte de todos. “Estamos a falar de muitos milhões de euros, só em Santarém”, disse João Leite, a ministra após a reunião deslocou-se à estrada que dá acesso a aldeia de Alfange, viu o local onde a estrada desapareceu e teve a oportunidade de ver as várias derrocadas que aconteceram nas encostas scalabitanas.
A Ministra Maria da Graça Carvalho após a visita disse que “agora a principal preocupação está relacionada com o deslizamento de terras, que está a interromper a circulação em várias estradas do concelho de Santarém e em todo o país, admitiu redirecionar financiamentos que são prioridades urgentes do momento. Maria da Graça Carvalho diz que há um trabalho de avaliação que está a ser feito e depois vão ter de ser feitos reajustamentos nos financiamentos existentes, admitindo recursos ao PRR ou ao Fundo Ambiental, por exemplo.
Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar os fundos disponíveis do Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência, (PRR), para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Governo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias. Ainda no terreno o presidente do Município de Santarém João Teixeira Leite, alertou a ministra do Ambiente, de que a recuperação dos estragos provocados pelas intempéries das últimas semanas vai necessitar de um enorme esforço financeiro por parte de todos. “Estamos a falar de muitos milhões de euros, só em Santarém”, disse João Leite durante a visita da governante a vários locais afetados por deslizamentos de terras, casos da Estrada de Alfange, e da Encosta das Quebradas, sobre a linha ferroviária do Norte.
As palavras de João Teixeira Leite durante a visita da governante a vários locais afetados por deslizamentos de terras, casos da Estrada de Alfange, e da Encosta das Quebradas, sobre a linha ferroviária do Norte. Sem poupar nas palavras, O autarca explicou à ministra que esta é “uma situação crítica que exige uma resposta urgente”, e acrescentou que o que a autarquia pode fazer, já está a fazer, nomeadamente no acesso ao bairro de Alfange, onde a estrada “desapareceu” debaixo da derrocada. “E urgente agirmos e este é momento. Está monitorizado, está identificado, agora é tempo de intervir”, conclui João Leite, explicando que na última semana a autarquia, devido às cheias e ao perigo de derrocas evacuou 250 pessoas, entre estas quatro famílias que viviam em zonas de encostas perigosas.
A ministra seguiu para Valada, no concelho do Cartaxo, uma localidade isolada pelas águas, pelo que a travessia teve de ser efetuada com o recurso a barcos dos Bombeiros Municipais do Cartaxo. A comitiva dirigiu-se ao Porto de Muge para verificar o local onde um dos diques cedeu e teve de receber uma intervenção de urgência para evitar um maior desgaste do dique. Já em Valada a Governante continuou a visita pelos dique e foi dialogando com a população sendo confrontada com os problemas que se verificaram nos diques daquela localidade, em declaração aos jornalistas a Ministra do Ambiente afirmou que é urgente fazer obras de recuperação dos diques do Tejo.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, assegurou, esta terça-feira, em Valada, Cartaxo, a ministra assegurou que as “manutenções têm sido feitas, os diques até agora resistiram”, mas sublinhou que “é preciso obras que deem estrutura para próximos embates, que vamos ter mais”, a governante adiantou ainda que o Governo vai analisar os fundos disponíveis (Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência) para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Governo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias.
Após a visita a Valada a ministra ainda se deslocou ao município de Azambuja para verificar uma barragem que esteve em risco de ruir.




